Encontro integra a programação da Jornada de Lutas do 14 de março e tratou do acordo de repactuação em relação à reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que tem sido discutido sem a participação dos atingidos
Após dois anos de isolamento social, sem jornadas presenciais, atingidos por barragens saíram às ruas e realizaram atos, ocupações, plenárias e marchas para denunciar as violações de seus direitos e lutar contra as tentativas de privatizações do setor energético
Em todo o país, integrantes do MAB, aliados e parceiros saem às ruas para pedir respeito aos direitos básicos dos atingidos e a reparação a todas as vítimas de crimes cometidos por companhias que controlam as barragens no Brasil
Atingidos que vivem no entorno da barragem ficaram sabendo através da imprensa sobre alteração do nível de segurança da estrutura. Em 2019, famílias que vivem no entorno da estrutura precisaram deixar suas casas por conta do risco de rompimento da barragem.
Mais de cinco mil pessoas moram no nível abaixo da barragem da mineradora CSN, que armazena quase 50 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração
Lei sancionada em 2019 estabeleceu o prazo de três anos para que mineradoras se adequassem às novas normas de segurança, mas companhias seguem descumprindo a legislação
Para o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), toque equivocado de sirene durante manutenção da estrutura mostra o descaso da CSN com os atingidos
Em todo o mundo apenas 37% dos rios com mais de 1.000 quilômetros continuam fluindo livremente: barragens colocam em risco ecossistemas inteiros e serviços econômicos e ambientais relacionados às bacias hidrográficas