Belo Monte conseguiu estancar o outrora poderoso Xingu e mudou o curso da vida de cerca de 50 mil pessoas que hoje tentam reescrever suas histórias, distantes do rio e das suas referências. O coordenador do MAB, Igor Meirelles, é uma delas. Ele fez da luta coletiva contra as injustiças desse empreendimento um dos propósitos da sua juventude.
O professor da UFRJ, Carlos Vainer, conta a história da sua relação de colaboração e aprendizado mútuo com o Movimento dos Atingidos por Barragens desde que conheceu o CRAB em Erechim (RS) há 35 anos
Durante encontro, os participantes celebraram a história do movimento que é a história do povo organizado em luta
“O MAB me transformou em um ser político. Foi uma tomada de consciência.” Depois de vivenciar a luta emblemática do Vale do Jaguaribe, no Ceará, Iury quis levar o sonho de justiça social que descobriu no MAB para atingidos de outras partes do Brasil.
Carta de coordenadora de Clima e Justiça do Greenpeace ao MAB exalta 30 anos de luta e resistência do Movimento
Natural de Juatuba (MG), Joelisia nasceu e cresceu na beira do Rio Paraopeba, onde pretendia desfrutar de sua aposentadoria depois de uma vida dedicada à militância e ao sindicalismo no serviço público. Quando esse momento chegou, ela viu a lama-rejeito da Mina Córrego do Feijão invadir o rio da sua infância e soterrar a região com incertezas, medos e inseguranças. “Ao invés de descansar, tive que arregaçar as mangas e voltar à luta ”.
O coordenador, que viu o Movimento dos Atingidos por Barragens nascer na Bacia do Rio Uruguai, se engajou em grandes lutas pelo Brasil afora e fala sobre seu encantamento com a pluralidade da organização no respeito às diferentes realidades locais
Foi na luta pela água em Caucaia no Ceará, que Palloma Silva conheceu o MAB em 2016. Hoje, ela conta sua trajetória na militância contra a violação de grandes empreendimentos enquanto pessoa LGBT