Dia Internacional das Mulheres: Integrantes do MAB participam de atos em todo o Brasil

“Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome!” é o lema nacional das mobilizações deste ano

Integrantes do MAB participam de ato na Avenida Paulista em São Paulo-SP. Foto: Coletivo de Comunicação MAB

No Dia Internacional das Mulheres, as atingidas e atingidos por barragens saíram às ruas de cidades de todo o País junto a diversos movimentos sociais do campo e da cidade, partidos e organizações populares em atos unificados que marcam a luta histórica do 8 de Março.

Durante os atos de hoje, os manifestantes exibiram cartazes e fizeram falas reivindicando o fim da violência contra as mulheres, do machismo, da insegurança alimentar e do governo Bolsonaro e de suas políticas que atentam contra os direito básicos dos brasileiros, especialmente das mulheres. A mobilização marcou o início da Jornada de Lutas de Março, que inclui também o Dia Internacional de Luta contra as Barragens (14) e o Dia Mundial da Água (22).

Na região do baixo Tocantins, no Pará, atingidas realizaram um grande ato na cidade de Igarapé Mirim em defesa da vida das mulheres, do rio Tocantins e do território da Amazônia. Foto: Coletivo Comunicação MAB

Centenas de cidades do país tiveram eventos desde o período da manhã. De acordo com a coordenadora do MAB, Liciane Andrioli, as mulheres do MAB que se juntaram aos atos levaram para as ruas pautas relevantes das(dos) atingidas(os). “As mulheres atingidas estiveram em luta neste 8 M em defesa da vida das mulheres, por um projeto energético popular e por Bolsonaro nunca mais. Marchamos juntamente com milhares de mulheres reafirmando a necessidade da construção do feminismo popular e de uma sociedade justa e igualitária para todo o povo brasileiro”, afirma.o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se somou a centenas de mulheres de várias cidades da região do baixo Tocantins no Pará, realizaram um grande ato na cidade de Igarapé Mirim em defesa da vida das mulheres, do rio Tocantins e do território e da Amazônia.

A militante explica que as mulheres também denunciaram a precarização das condições de vida dos brasileiros com o aumento da inflação e da desestruturação de políticas sociais no governo Bolsonaro. “Denunciamos o aumento da pobreza em nosso país, o alto preço do gás e da energia e  reafirmarmos a necessidade de elegermos neste ano um governo democrático popular, que priorize os direitos da classe trabalhadora”, complementou.

Em Rond´ônia, a programação do 8 M incluiu a Plenária das Mulheres Atingidas de Candeias do Jamari. Foto: Coletivo Comunicação MAB

Neste contexto, a carta divulgada pela Articulação Nacional de Mulheres Bolsonaro Nunca, ressalta os efeitos da crise econômica do país na vida das mulheres. “O aprofundamento da crise econômica no Brasil e no mundo, somado à política da fome, do desemprego e da morte conduzida pelo governo Bolsonaro,  tem tornado a vida do povo ainda mais difícil, atingindo, principalmente, as mulheres da classe trabalhadora.

A carta manifesto também afirma que a luta contra o governo Bolsonaro é uma luta necessariamente feminista, anti-imperialista, anticapitalista, democrática, antirracista e antiLGBTQIA+fóbica”.

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