A história cantada pela Capoeira

A capoeira representa a resistência das pessoas escravizadas à bruta violência a que elas eram submetidos em tempos coloniais e imperiais no Brasil. Desde 2014, ela foi declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Foto: Tom Alves

 “Sinto em meu peito a força da capoeira,

essa arte brasileira,

luta de libertação!”

Abadá Capoeira

Neste dia 3 de agosto, Dia da Capoeira e do(a) Capoeirista, reverenciamos a memória dos mestres Bimba e Pastinha, fundadores dos ritmos regional e angola da Capoeira. Foram esses líderes que ajudaram a tornar a capoeira conhecida em todo o mundo como jogo, esporte, arte e cultura. Antes deles, porém, ela já existia enquanto dança, luta e mística.

“Iêêê, viva meu mestre, camará!”

A música cantada e tocada na capoeira serve para dar fundamento, estímulo e ritmo ao jogo, e, mais do que isso, conta uma história e transmite um sentimento. È também uma forte expressão de identidade para nós capoeiristas. Elas nos emocionam, nos ensinam, nos deixam felizes e com vontade de jogar. Muitas delas trazem a história dos nossos ancestrais, a memória de dor e resistência daqueles e daquelas que lutaram muito para que hoje sejamos livres.

A capoeira tem sua origem no período escravocrata brasileiro e muitas músicas retratam esse contexto violento de aprisionamento covarde de negros e negras de vários países africanos. Eles foram colocados em navios negreiros nas piores condições possíveis, onde muitos inclusive morreram no caminho. Foram separados das suas famílias, trazidos para o Brasil e escravizados para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café e na mineração.

“Quando eu venho de Luanda eu não venho só

Quando eu venho de Luanda eu não venho só

Trago meu corpo cansado, coração amargurado

Saudade de fazer dó

Eu fui preso à traição, trazido na covardia

Que se fosse luta honesta de lá ninguém me trazia

Na pele eu trouxe a noite, na boca brilha o luar

Trago a força e a magia presente dos orixás

Eu trago ardendo nas costas o peso dessa maldade

Trago ecoando no peito o grito de liberdade

Que é grito de raça nobre, grito de raça guerreira

Que é grito da raça negra, é grito de capoeira

Quando eu venho de Luanda eu não venho só

Quando eu venho de Luanda eu não venho só”

Quando Venho de Luanda (Mestre Toni Vargas)

“Que navio é esse que chegou agora

É o navio negreiro com os escravos de Angola

Vem gente de Cambinda, Benguela e Luanda

Eles vinham acorrentados pra trabalhar nessas bandas

Aqui chegando não perderam a sua fé

Criaram o samba, a capoeira e o candomblé

Acorrentados no porão do navio

Muitos morreram de banzo e de frio

Que navio é esse que chegou agora

É o navio negreiro com os escravos de Angola”

O Navio Negreiro (Mestre Camisa)

Muitas músicas também retratam o sofrimento no dia a dia, a violência imposta pelos feitores, o trabalho forçado, a saudade da vida livre na África e também a formação dos chamados quilombos, que eram comunidades formadas por povos escravizados fugidos durante a escravidão no Brasil. Muitas dessas comunidades existem até hoje abrigando remanescentes quilombolas que resguardam uma cultura rica e ancestral.

“(…) Acordava antes do sol, ia direto pra lida


Sem água, sem pão, sem dó, aquilo não era vida

A tardinha voltava do canavial, só trazia ódio e dor

Ainda ia pro tronco sentir o chicote do feitor

Negro sentia saudade da África tão amada

Onde ele era rei, tinha vida respeitada

Caçava, corria as matas, tomava banho de rio

Cultuava os orixás, não sentia fome nem frio

Um dia negro cansou de tamanha humilhação

Fugiu correndo pro mato, sem rumo sem direção

Assim nasceu o quilombo, o começo da vitória

Construída com suor, sangue, magia e glória.”

Navio Negreiro (Abadá Capoeira)

“(…) Eu vou me embrenhar na mata

Vou atrás da minha liberdade

O feitor não vai me pegar

Hoje vai comer poeira vou encontra Palmares

Posso até não me libertar mais eu tento

Isso é pra você que só vive no lamento

Vai atrás do que você quer

Seja homem ou mulher

Você é maior do que todos pensam

Eu não posso ficar aqui

Lá pra senzala eu não quero ir

Hoje eu vou me libertar

Vou lá pra Capoeira, vou encontra Zumbi.”

Hoje vou me libertar (Professor Pretinho Rocha)

Nas músicas de capoeira, também conhecemos o contexto de assédio dos senhores de engenho contra as mulheres escravizadas. A situação delas era ainda pior. Além dos maus tratos, elas sofriam com a subjugação de seus corpos. Eram violentadas diuturnamente. Algumas delas que conseguiram fugir para os quilombos, porém, chegaram a ser líderes dessas comunidades, como a rainha Tereza de Benguela.

“Aidê era uma negra africana, tinha magia no seu cantar

Tinha os olhos esverdeados, e sabia como cozinhar

Sinhozinho ficou encantado e com Aidê ele quis se casar

Eu disse: Aidê, não se case, vá pro quilombo pra se libertar,

Aidê, foge pra camugerê

No quilombo de camugerê, liberdade Aidê encontrou

Juntou-se aos negros irmãos, descobriu um grande amor

Hoje Aidê canta sorrindo, ela fala com muito louvor

Liberdade não tem preço, o negro sabe quem te libertou,

Aidê, foge pra camugerê

Sinhozinho que disse então ‘com o quilombo eu vou acabar

Se Aidê não se casa comigo, com ninguém ela pode casar’,

Aidê, foge pra camugerê

Chegando em camugerê, Sinhozinho se surpreendeu

O negro mostrou uma arma que na senzala se desenvolveu

O negro venceu a batalha e no quilombo sinhozinho morreu,

Aidê, foge pra camugerê.”

Aidê Negra Africana – Marquinho Coreba

Essa “arma, que na senzala se desenvolveu”, a capoeira, foi muito praticada por negros e negras para se resistir à escravidão. Foi só a partir desse enfrentamento que foram se desenvolvendo as técnicas, até que ela se aproximasse do que conhecemos hoje, uma luta que exige muito treino para se alcançar destreza e agilidade corporal. Mesmo incorporando muitos elementos de culturas africanas, ela é uma luta baiana, brasileira.

As músicas também retratam esse cotidiano de luta contra feitores e senhores através da própria capoeira. Por ela ser proibida, e cada vez mais perseguida, os capoeiristas precisavam camuflar essa arma e ter “códigos” próprios para conseguirem se comunicar e fugir da repressão. É daí que vem a famosa “malandragem” cantada na capoeira. O “iê” é um código para pedir concentração, começar uma ladainha ou uma resposta à ladainha, para advertir o capoeirista fora do ritmo ou também para terminar a roda. No período em que a capoeiragem era proibida, o “iê” terminava a roda e avisava a todos que os inimigos estavam chegando. O toque de berimbau Cavalaria também era usado para esse alerta.

“No navio negreiro o negro aqui chegou

Pra trabalhar no cativeiro sua liberdade acabou

Auê auê meu pai e o negro se cansou

Auê auê meu pai de trabalhar demais

Auê auê meu pai na ânsia da liberdade nasceu a arte marcial

O negro fugiu pro mato cujo nome é capoeira,

essa luta que surgiu em terras brasileiras”

Navio Negreiro (Espetáculo Abadá Capoeira)

“Malandragem só sai daqui

Quando essa roda acabar

Se o meu mestre disser Iê

Ou se cavalaria tocar

Capoeira é antiga arte

Foi o negro inventando

Me diga quem é brasileiro

E não tem um pouco de malandro

Ê, finge que vai mas não vai

Bicho vem e eu me faço de morto

Mas se a coisa apertar

Pra Deus eu peço socorro

Entro e saio sem me machucar

Subo e desço sem escorregar

Vou louvando o criador da mandinga aiá

O malandro que inventou a ginga

(…)

Malandragem (oi malandro, é malandro)

Capoeira (oi malandro, é malandro)

Na bahia (oi malandro, é malandro)

Na ladeira (oi malandro, é malandro)

Malandragem – Mestre Capu

Zumbi é considerado um dos grandes líderes da história brasileira. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, viveu e liderou o Quilombo dos Palmares e ajudou muitos negros e negras a fugirem das senzalas. O dia de sua morte, 20 de novembro, desde 1995 é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra. Sua referência de luta e a tristeza pela sua morte também são cantadas em muitas rodas de capoeira.

“Negro escravo, foi pego fugindo da senzala

Correndo nos canaviais, capturado pelo feitor

Que no tronco o amarrou

E o guerreiro valente gritava

de repente uma voz ecoava

Mataram o Rei Zumbi, assim a notícia chegou

E o guerreiro, que nunca chorava

Nesse dia ele chorou, Iê

Ô valente guerreiro e forte

Não acreditava na sorte

Não tinha medo da morte quando o fato aconteceu

Com a notícia que veio de longe

Dizendo que o Rei Zumbi morreu

E o guerreiro amarrado no tronco

A Deus pedia proteção

Olhando para cima lamentou

Ainda chorando falou

Ô mataram o Rei Zumbi a esperança de ser livre acabou”

Esperança de ser livre – Mestre Barrão

“Sou guerreiro quilombo, quilombola, lêlêlê ô

Eu sou negro dos bantus de angola, negro nagô

Fomos trazidos pro Brasil, minha família separou

Minha mana foi vendida, pra fazenda de um senhor

O meu pai morreu no tronco, no chicote do feitor

Meu irmão não tem orelha porque o feitor arrancou

Na mente trago tristeza e no corpo muita dor

Mas olha um dia, pro quilombo eu fugi

Com muita luta e muita garra me tornei um guerreiro de Zumbi

Ao passar do tempo pra fazenda eu retornei

Soltei todos os escravos e as senzalas eu queimei

A liberdade não tava escrita em papel

Nem foi dada por princesa cujo nome Isabel

A liberdade foi feita com sangue e muita dor

Muitas lutas e batalhas, foi o que nos despertou.”

Guerreiro do Quilombo – Carolina Soares

Sobre a abolição da escravatura, as letras criticam a versão da história que afirma que ela foi um feito de uma princesa e ressaltam a importância da luta dos negros, das fugas e subversões, o que inclui a própria capoeira.

É importante destacar o fato de que, mesmo após a abolição oficial da escravidão no Brasil, não veio a liberdade, mas a criminalização e marginalização da população negra, bem como suas expressões culturais através de uma lei em 1890.

Código Penal da Republica dos Estados Unidos Do Brasil

Decreto número 847 de 11 de outubro de 1890

Capítulo XIII

Dos vadios e capoeiras

Artigo 402 – Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecido pela denominação “Capoeiragem”: Andar em correrias com armas e instrumentos capazes de produzir lesão corporal, provocando tumulto ou desordem, ameaçando pessoa certa ou incerta ou incutindo temor de algum mal. Pena: de prisão celular de 2 à 6 meses.

Parágrafo único – É considerável circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou maúrea. Aos chefes ou cabeças se imporá pena em dobro.”

Iêê

Dona Isabel que história é essa?

Dona Isabel que história é essa

Oi ai ai!

De ter feito abolição?

De ser princesa boazinha que libertou a escravidão

To cansado de conversa, to cansado de ilusão

Abolição se fez com sangue

Que inundava este país

Que o negro transformou em luta

Cansado de ser infeliz

Abolição se fez bem antes

E ainda há por se fazer agora

Com a verdade da favela

E não com a mentira da escola

Dona Isabel chegou a hora

De se acabar com essa maldade

De se ensinar aos nossos filhos

O quanto custa a liberdade

Viva Zumbi nosso rei negro

Que fez-se herói lá em Palmares

Viva a cultura desse povo

A liberdade verdadeira

Que já corria nos Quilombos

E já jogava capoeira.

Iê! viva Zumbi

(Iêê Viva Zumbi, Camará)

Iê! Rei de Palmares

(Iêê Rei de Palmares, Camará)

Iê! Libertador

(Iêê Libertador, Camará)

Iê! Viva Meu Mestre

(Iêê Viva Meu Mestre, Camará)

Iê! Quem me ensinou

(Iêê Quem me ensinou, camará)

Iê! A Capoeira

(Iêê a Capoeira, Camará)

Dona Isabel – Mestre Toni Vargas

Nesse contexto, após a abolição e criminalização do povo negro, temos a história de Manoel Henrique Pereira (Santo Amaro, Bahia 1897 – 1924), o lendário Besouro Mangangá. Seu apelido de capoeira foi adquirido pela sua destreza e fazia alusão à uma espécie venenosa de picada muito dolorida.

Ele lutou contra as injustiças impostas ao seu povo. Seu primo e discípulo Mestre Cobrinha Verde conta que Besouro foi trabalhar em uma usina onde, no dia do pagamento, o chefe sempre dizia “quebrou pra São Caetano”, expressão para dizer que não haveria pagamento. A mesma frase foi dita para Besouro. Este pegou o patrão pelo cavanhaque obrigando-o a pagá-lo. A fama de Besouro só crescia. Ele era destemido e encarava quem quer que fosse.

Dizia-se que Besouro tinha o corpo fechado e que sobrevivia até a ferimentos de bala da polícia. Só morreu por uma faca de ticum, árvore que possui poderes mágicos e que era a única capaz de feri-lo. Foi armada uma emboscada em que seu chefe o transferiu para outra fazenda com uma carta ao dono em que havia sua sentença de morte. Besouro não sabia ler. Achava que se tratava de uma recomendação. No dia seguinte, 40 homens armados o enfrentaram, mas apenas um sabia como matá-lo. Portanto, não foram as balas, mas a facada de ticum nas costas que derrubou nosso Cordão de Ouro.

“Quebrou pra São Caetano um caso que sucedeu

Besouro de Mangangá que trabalhou e não recebeu

Não queria estar não, na pele do patrão

Nem ver o que o besouro faz, com a cabeça os pés e as mãos

Cordão de Ouro é Besouro Mangangá

Na fazenda Maracangalha teve um dia de azar

Teve a morte encomendada por um tal de Baltazar

Por uma desavença na usina que trabalhou

Doutor Zeca mandou a carta pra que se matasse o portador.

Cordão de Ouro é Besouro Mangangá – Mestre Mão Branca

Em Santo Amaro

Quando o fato aconteceu

Menino chegou dizendo

Que seu Besouro morreu

Pois seu patrão

Cujo o nome Baltazar

Deu uma carta Besouro

Para entrega na usina

Pedindo pra lhe matar.

E Besouro que não sabia ler

Não sabia que na carta

Pedia para morrer

Lá na Bahia

Terra de São Salvador

Besouro era valente

Tinha o corpo fechado

Mas a traição o matou

Adeus Besouro (3x)

Valente Cordão de Ouro

Adeus Besouro – Mestre Barrão

Essas e outras histórias cantadas nas rodas de capoeira nos ensinam sobre a resistência dos que nos antecederam, nos fazendo ter orgulho das nossas raízes, da nossa cor e da nossa cultura.  

“Às vezes me chamam de negro

Pensando que vão me humilhar

Mas o que eles não sabem é que só me fazem lembrar

Que eu venho daquela raça, que lutou pra se libertar

Que criou o Maculêlê

E acredita no camdomblé

E que tem um sorriso no rosto

A ginga no corpo e o samba no pé.

Que fez surgir de uma dança

Luta que pode matar

Capoeira arma poderosa

Luta de libertação

Brancos e negros na roda, se abraçam como irmãos.

Perguntei ao camarada, o que é meu?

É meu irmão.

Ô, meu irmão do coração

É meu irmão. ”

Às vezes me chamam de negro – Carolina Soares

Aue aue aue-e lele lelele lelelo

Aue aue aue-e lele lelele lelelo

Ta no sangue e na raça Brasileira,

Capoeira, é da nossa cor

O berimbau, é da nossa cor

O pandeiro, é da nossa cor

O atabaque, é da nossa cor

O reco-reco, é da nossa cor

O agogô, é da nossa cor

Ta no sangue e na raça Brasileira,

Capoeira, é da nossa cor

O Mestre Bimba, é da nossa cor

O Mestre Pastinha, é da nossa cor

É da Nossa Cor (Mestre Matias)

Ouça as músicas!

Convidamos a todas e todos para ouvirem essas músicas e mergulhar nessa cultura. Só assim compreenderão a força, o sentimento e a arte dessa luta legitimamente brasileira e revolucionária.

No Navio Negro (Abadá Capoeira) – https://www.youtube.com/watch?v=lQpgigjL8f0&t=66s

Quando venho de Luanda (Mestre Toni Vargas) – https://www.youtube.com/watch?v=1a-4iyypF3o

O Navio Negreiro (Mestre Camisa) – https://www.youtube.com/watch?v=TiKQcGMEo8Y

Navio Negreiro (Espetáculo Abadá Capoeira) – https://www.youtube.com/watch?v=mBCXdjQqwD8

Malandragem  (Mestre Capu) – https://www.youtube.com/watch?v=ER4DlP2A_aE

Hoje vou me libertar (Professor Pretinho Rocha) – https://www.youtube.com/watch?v=Gkla1I38QiE

Aidê Negra Africana (Marquinho Coreba) – https://www.youtube.com/watch?v=JqY-nDQbEQk

Esperança de ser livre (Mestre Barrão) – https://www.youtube.com/watch?v=_K-1c947tjw

Guerreiro do Quilombo (Carolina Soares) – https://www.youtube.com/watch?v=6Mt3cZQ71vU

Dona Isabel (Mestre Toni Vargas) – https://www.youtube.com/watch?v=-6TeZY9UVOc

Cordão de Ouro é Besouro Mangangá (Mestre Mão Branca) – https://www.youtube.com/watch?v=sArtHw7XXY4

Adeus Besouro (Mestre Barrão) – https://www.youtube.com/watch?v=yqL55g5MO3k

Às vezes me chamam de negro (Carolina Soares) – https://www.youtube.com/watch?v=EOeeLKbiknk

É da Nossa Cor (Mestre Matias) – https://www.youtube.com/watch?v=Gm0pkyFuInE

Referências:

Apostila de Aluno Formado do Grupo de Capoeira Corpo em Movimento – Mestre Clayton – Formado Layram Souza.

Artigo “Besouro a Lenda da Capoeira” disponível em https://www.geledes.org.br/besouro-lenda-da-capoeira/.

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