NOTA | Dique da Vale se rompe e coloca em risco 200 trabalhadores

Rompimento ocorreu no marco dos 7 anos do crime da Vale em Brumadinho. MAB reforça a necessidade da implementação de todas as exigências da Política Nacional das Populações Atingidas por Barragens (PNAB)

Mineração na Serra do Pires em Congonhas (MG). Foto: Pedro Gonzaga / MAB
Mineração na Serra do Pires em Congonhas (MG). Foto: Pedro Gonzaga / MAB

Na madrugada deste domingo (25), um dique da Vale se rompeu entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. Informações iniciais apontam que o rompimento ocorreu dentro da área da Vale em Ouro Preto e provocou uma enchente de lama que atingiu área de escritório da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), onde cerca de 200 trabalhadores ficaram em risco, além de interromper o abastecimento de água e as operações. 

O rompimento ocorreu no dia em que se completam sete anos do crime da Vale em Brumadinho, onde 272 pessoas morreram. A empresa nunca foi responsabilizada pelo crime e segue impune, praticando mineração predatória que causa impactos socioambientais nos territórios minerados.

Integrantes do MAB estão na região acompanhando o caso e em diálogo com moradores, sindicatos e o poder público. O movimento reforça a necessidade da implementação de todas as exigências da Política Nacional das Populações Atingidas por Barragens (PNAB) , fomentando a participação popular na fiscalização e na transparência de informações, bem como todas as iniciativas que fortalecem as políticas públicas que garantam segurança para os atingidos na região.

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