Atingidos de São Paulo são recebidos por Casa Civil da Prefeitura Municipal para discutir situação de atingidos por enchentes no município

Reunião aconteceu após ato de militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e Central dos Movimentos Populares – CMP durante Jornada de Lutas para reivindicar políticas de reparação e prevenção das enchentes

Na manhã de hoje, 14, Dia Internacional de Lutas contra as Barragens, uma comissão do MAB e da CMP foi recebida por representantes da Casa Civil da Prefeitura de São Paulo. A audiência aconteceu após ato realizado por militantes em frente ao órgão para denunciar as recorrentes enchentes que vêm acontecendo em diferentes partes da capital, provocando riscos à vida, danos para a saúde coletiva e prejuízos para a população de áreas periféricas, como a perda de móveis, a danificação de imóveis e até a impossibilidade de deslocamento dos trabalhadores.

Durante a reunião, ficou decidida a composição de uma comissão entre representações dos atingidos e das secretarias municipais que envolvem as reivindicações. Também ficou definida a data da próxima reunião para encaminhamento da pauta em 20 dias.

Reunião com os atingidos aconteceu na Prefeitura Municipal. Foto: Fernanda Correia / MAB

O dia 14 de março é reconhecido em todo o mundo como uma data para a denúncia das violações de direitos e reivindicação de políticas públicas para a proteção e reparação para os atingidos por barragens. Por isso, os militantes do MAB ressaltaram o impacto causado pelas barragens do estado no agravamento das enchentes na capital.

Na zona leste de São Paulo, mais precisamente na região de São Miguel Paulista e Itaim Paulista, às margens do Rio Tietê, são milhares as pessoas que sofrem com as enchentes a cada verão. Muitas delas são causadas pelo fechamento das comportas da barragem da Penha, de responsabilidade do governo estadual, em épocas de chuva, para evitar o transbordamento do rio na altura da marginal Tietê. Enquanto isso, as barragens acima são abertas, o que gera uma grande concentração de águas no território.

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“O assoreamento dos rios, o asfaltamento de várzeas, o descaso dos governos municipais e estaduais são agravantes de um problema social que existe há décadas”, ressalta Tamires da Cruz, integrante da coordenação do MAB.

A dirigente explica que, em toda temporada de chuvas, casas e ruas ficam alagadas em União de Vila Nova, provocando inúmeras perdas – colchões, móveis, eletrodomésticos, carros, documentos, alimentos, objetos pessoais e memórias, que ficam submersas e perdidas nas águas que, por vezes, alcançam a altura de uma pessoa adulta. Por isso, é preciso investir em ações não só de reparação dos danos, mas também na construção de infraestruturas capazes de prevenir e mitigar o efeito de novas enchentes, garantindo condições dignas de moradia para a população.

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