MAB se junta a mais de 700 organizações no Superpedido de Impeachment de Bolsonaro

O documento protocolado na Câmara dos Deputados lista 23 crimes de responsabilidade praticados pelo presidente

No último dia 30, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se juntou às mais de 700 organizações da sociedade civil que entregaram em Brasília um Megapedido de Impeachment do atual presidente Jair Messias Bolsonaro. O documento construído pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) foi protocolado na Câmara dos Deputados, se somando aos outros 123 pedidos que seguem aguardando análise do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

A entrega do documento foi seguida de uma coletiva de imprensa para pronunciamento de organizações que assinaram o pedido e se encerrou com um ato em frente ao Congresso Nacional. Estiveram presentes movimentos sociais e sindicais, organizações de mulheres, representantes dos movimentos negros, lideranças religiosas, frentes da juventude e indígenas de diferentes etnias que estão acampados na capital em protesto contra o governo desde o início do mês.

Wilma dos Reis, da Marcha das Mulheres, Adriana Dantas, do MAB, e Fabíola Latino Antezana – da Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia

“Diante desses tempos tenebrosos, a capital do país tem sido palco das mais diversas manifestações de lutas. Nós, do MAB, nos juntamos a todos aqueles que sentem seus direitos violados no país. Acreditamos que todo esse cenário de destruição, injustiças e mortes é responsabilidade do atual governo e, por isso, é preciso fazer pressão política para a saída do presidente”, afirma Adriana Dantas, da coordenação do Movimento.

O megapedido aponta 23 crimes previstos na lei 1.079/50 (Lei do Impeachment), entre os quais, violar o direito à vida dos cidadãos na pandemia, tentar dissolver o Congresso Nacional e atrapalhar investigações. Outro crime citado é o de não agir contra subordinados que agem ilegalmente (uma referência às denúncias em torno da compra da vacina indiana Covaxin por parte do Ministério da Saúde).

A militante Adriana Dantas lembra que, além do ato em Brasília, as organizações devem permanecer fazendo pressão pelo impeachment nas ruas, como aconteceu nos atos que ficaram conhecidos como 29M (29 de maio) e 19J (19 de junho). Diante das últimas denúncias de corrupção do governo na CPI da Covid-19, as frentes populares estão convocando novamente a sociedade para um novo ato  no próximo dia 03 de julho em todo o país.

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