Nota de repúdio da Via Campesina ao despejo ilegal das famílias sem terra do Quilombo Campo Grande (MG)

Cerca de 450 famílias resistiram a pressão policial por mais de 50 horas; nem o risco por conta da pandemia sensibilizou o governador Romeu Zema (Novo), que interrompeu o diálogo para evitar desocupação

Foto: Comunicação MST/MG

As organizações da Via Campesina Brasil vem a público denunciar o governo fascista de Romeu Zema pelo arbitrário e ilegal despejo de 450 famílias sem terra do assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, região sul de Minas Gerais.

Saudamos a resistência das famílias, que há mais de 20 anos transformaram a fazenda Ariadnópolis, de massa falida em um dos assentamentos mais produtivos do Estado, trazendo esperança, justiça, soberania alimentar e produtiva, transformando a realidade da região, com vida e agroecologia.

O governo Zema é criminoso, pois além de operar um despejo ilegal, o faz em tempos de pandemia, contribuindo assim para o aumento de casos de Covid 19, aprofundando a crise sanitária.

Importante ressaltar que a falta de diálogo do governo nos remete a uma ação unilateral, de cunho fascista, pois desconsidera a vida de 450 famílias do MST que fazem daquele território seu lugar de vida, cultura e produção. Existem gerações que ali cresceram e continuam o legado de suas famílias, de cuidar da terra e dos bens da natureza, produzindo alimentos saudáveis e sem agrotóxicos para o povo trabalhador da região.

Portanto, a Via Campesina Brasil se solidariza com a luta e resistência do povo sem terra do Quilombo Campo Grande e reafirma a necessidade de continuar resistindo a este, e todos os ataques fascistas às populações camponesas, sem terra, quilombolas, indígenas, pescadores e pescadoras e atingidos pelas barragens e pela mineração.

Quilombo Campo Grande Resiste!

Zema Criminoso!

Viva a Reforma Agrária Popular!

Via Campesina Brasil

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