No ES, campanha de solidariedade entrega cestas agroecológicas

Em parceria com o MPA, as cestas tiveram produtos sem agrotóxicos vindos da agricultura familiar

Foto: João Paulo/MAB

Nesta sexta-feira (26), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) retomou a campanha “A Solidariedade Constrói Direitos e Salva Vidas!” no Espírito Santo, distribuindo 40 cestas agroecológicas nos municípios Aracruz, Aldeia Areal e Vila do Riacho. 

Durante a primeira fase da campanha foram distribuídas mais de seis toneladas de alimentos para famílias atingidas, que ainda lutam por direitos à compensação e reparação pelos danos causados no crime da Vale na bacia do rio Doce. A expectativa na segunda fase é dobrar a meta da primeira campanha, voltando às comunidades atingidas durante a primeira fase e alcançando àquelas que ainda não receberam as doações.

Foto: João Paulo/MAB

No contexto do grave crime ambiental do rio Doce, a subsistência se tornou muito difícil devido às proibições e à escassez dos recursos que várias comunidades utilizavam, em sua maioria pesqueiros. A pandemia agravou ainda mais a situação de fragilidade dessas famílias que estão com dificuldades de encontrar serviços temporários, forma como muitos que tiveram suas atividades econômicas afetadas pelo crime da Vale encontraram de manter a renda.

Com essa justificativa o MAB acessou, via Fiocruz, um recurso a ser transferido na forma de cestas de alimentação para famílias que se encontram nessa situação de necessidade. Dessa vez, em parceria com o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que compõe conosco a Via Campesina, optamos por produtos agroecológicos vindos da produção do MPA no estado. Arroz, feijão, farinha, frutas e verduras, todas sem agrotóxico, completaram as cestas.

Foto: João Paulo/MAB

Para que a campanha acontecesse, contamos com a solidariedade de organizações da sociedade civil, sindicatos, Igreja, movimentos e apoiadores que custearam a nossa primeira fase. Por isso manifestamos novamente o nosso agradecimento e reafirmamos que só a solidariedade entre o povo e as organizações populares pode construir um mundo novo e melhor, principalmente pós pandemia.


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