Em Brasília, mulheres atingidas por barragens fazem exposição de Arpilleras no Congresso Nacional

As “arpilleras” são uma técnica de contação de histórias a partir da arte do bordado. Foi inventada pelas mulheres chilenas para contar as histórias de dor e luta durante o […]

As “arpilleras” são uma técnica de contação de histórias a partir da arte do bordado. Foi inventada pelas mulheres chilenas para contar as histórias de dor e luta durante o período da ditadura militar no Chile.

No Brasil, o Movimento de Atingidos por Barragens – MAB – vem fazendo um trabalho de formação de mulheres e produção de arpilleras para contar suas histórias de luta e fazer a denúncia sobre a violação dos seus direitos. Somente em Minas Gerais, mais de 600 mulheres estão envolvidas no processo de criação das arpilleras, e mais de 50 peças já foram produzidas no estado.

A mostra “Arpilleras bordando a resistência”tem por objetivo denunciar o crime das empresas mineradoras Samarco, BHP Billitton e Vale, a partir do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana e do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, que atingiu a extensão das bacias do Rio Doce e do Rio Paraopeba, chegando ao São Francisco.

Nessa edição, a mostra apresenta 15 peças do acervo do MAB, trazendo de maneira artística, criativa e contundente, os testemunhos das violações sofridas. A mostra é inaugurada no dia 9 de março, um dia após a celebração do Dia Internacional das Mulheres, e segue até o dia 20 de março, no Espaço do Servidor da Câmara dos Deputados, em Brasília – DF.

 

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