30 mil mulheres denunciam crime da Vale nas ruas de BH

No dia 08 de março – Dia Internacional de Lutas das Mulheres cerca de 30 mil mulheres se reuniram em um ato em Belo Horizonte, capital mineira. O lema deste […]

No dia 08 de março – Dia Internacional de Lutas das Mulheres cerca de 30 mil mulheres se reuniram em um ato em Belo Horizonte, capital mineira. O lema deste ano foi “O lucro não Vale a Vida”, com homenagens à ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada há um ano, Marielle Franco, e às atingidas pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho.

O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular Minas e todas as organizações que constroem a frente, como o Movimento dos Atingidos por barragens-MAB. Trinta blocos de carnaval também construíram o ato e fizeram uma bateria unificada de mulheres para as músicas que seriam tocadas ao longo do percurso entre a Praça Raul Soares e a Praça da Estação, no centro.

No início da caminhada a primeira intervenção do ato apresentou uma ala de denúncia ao lucro e à morte. Uma caveira vinha na frente de uma intervenção com mulheres sujas de lama empunhando cartazes. Logo atrás o Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB trouxe faixas de denúncia à Vale com a presença de atingidas moradoras de Brumadinho e região.

Joana Chagas veio da comunidade Pires, em Brumadinho, na qual mora há 30 anos para participar do ato em BH e disse que gostou muito de participar ao ato, ao ver as mulheres organizadas na luta. “Muito bonito, é bom estar juntas por que temos que lutar pelas mulheres atingidas”, afirma. Já Idê veio de Pará de Minas para lutar pelos seus direitos. “Nós criamos o comitê de atingidas lá e estamos lutando contra a Vale, porque ela é responsável por esse crime, e por isso tem que nos fornecer a água que ela nos tirou”, exige.

Ao chegar na Praça 07 de setembro foi lido um manifesto em defesa da vida das mulheres, pelas atingidas por barragens, contra a reforma da previdência e o governo Bolsonaro.

“As mulheres mineiras se mobilizam em defesa da vida, do ecossistema, contra os desmandos dos governos e das grandes mineradoras. Se mobilizam para não deixar impune os crimes destas empresa que destrói a natureza, mata trabalhadoras e trabalhadores, dizimam populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas povos que mantêm e preservam a mãe terra. Os governos e as grandes mineradoras retiram o brilho de tudo que vive, o pão de nossas mesas, a vida de nossas terras, as águas de nossos rios”.

 

 

 

 

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