Eletricitários fazem paralisação nacional

MAB apoia reivindicações dos trabalhadores do setor elétrico Iniciou nesta manhã (04/07) a paralisação nacional dos trabalhadores do Sistema Eletrobrás. Os trabalhadores de 26 estados e do Distrito Federal definiram […]

MAB apoia reivindicações dos trabalhadores do setor elétrico

Iniciou nesta manhã (04/07) a paralisação nacional dos trabalhadores do Sistema Eletrobrás. Os trabalhadores de 26 estados e do Distrito Federal definiram pela paralisação por 72 horas nos dias 04, 05 e 06 de julho.

Entre os pontos de pauta da categoria estão melhoria salarial, com reajuste de 10%, o fim das terceirizações de trabalhadores, melhoria nas condições de trabalho, e pela renovação das concessões do setor elétrico.

Segundo Fernando Pereira, trabalhador da Eletronorte e secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), trabalhadores de oito empresas geradoras de energia e de seis distribuidoras estão paralisados, com indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 16, caso não haja avanços na rodada de negociações, marcada para o dia 11 de julho, com a Eletrobrás.

“Com a mobilização exigimos melhoria no auxílio alimentação, educacional e creche. Queremos também transparência na gestão da empresa e um canal de diálogo com o Governo Federal, principalmente para que deixe clara sua posição com relação à concessões do setor elétrico”, afirmou o secretário de energia da Federação.

A FNU, juntamente com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e outras organizações sociais e sindicas que integram a Plataforma Operária e Camponesa para a Energia lançaram uma campanha nacional pela renovação das concessões a fim de que as empresas privadas não se apropriem de mais esta riqueza do povo brasileiro. “Lutamos para que não haja perda de receita das empresas e para que elas não sejam privatizadas”, finalizou Fernando.

Segundo nota, a “Federação Nacional dos Urbanitários e o Coletivo Nacional dos Eletricitários seguiram todos os protocolos para dar um caráter legal à paralisação por 72 horas, com a publicação de edital comunicando o movimento, enviando oficio a
Eletrobrás alertando sobre o impasse das negociações, bem como, a importância de se chegar a um acordo na ultima rodada de negociação a ser realizada no dia 11”.

O MAB apoia a greve dos trabalhadores e defende o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores. “A aliança entre o campo e a cidade, entre os atingidos por barragens e os trabalhadores do setor elétrico demonstra a solidariedade de classe em momentos de luta. Por isso nós do MAB estamos ao lado dos trabalhadores da energia e também nos posicionamos contra as terceirizações, que precariza as condições de trabalho, e a favor da renovação das concessões do setor elétrico, mantendo o que ainda está nas mãos do estado”, afirma Gilberto Cervinki, da Coordenação Nacional do MAB.