Nesta arpillera, várias cenas convergem e criam as condições para que a participação das mulheres seja real: um homem com uma criança no colo representa a necessidade de dividir o trabalho doméstico e de cuidados; a presença de espaços próprios de auto-organização das mulheres ao redor da bandeira do MAB, para fomentar processos de empoderamento; autonomia financeira para poder tomar as próprias decisões; a reivindicação do direito a lutar e não ser criminalizada; o acesso às políticas públicas, como educação, saúde e transporte público de qualidade; assim como o fim da violência doméstica contra às mulheres que são coagidas e chantageadas dentro de casa. No centro da arpillera, as mulheres participam da luta coletiva no grito: “Mulheres, água e energia não são mercadorias!”