Atingidas do Pará se mobilizam por direitos e contra a violência neste 8 de março

As atingidas por barragens organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estiveram presentes nos atos deste 8 de Março – dia internacional de luta das mulheres, em várias regiões […]

As atingidas por barragens organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estiveram presentes nos atos deste 8 de Março – dia internacional de luta das mulheres, em várias regiões do estado do Pará. 

Em Belém, as militantes do MAB se somaram ao ato unitário que percorreu ruas do centro da cidade. Elas denunciaram os crimes do capital contra a vida e lembraram especialmente dos casos envolvendo a Vale em Brumadinho e Mariana (MG) e do vazamento de rejeitos da Hydro em Barcarena (PA).

Em Marabá, cerca de 300 mulheres saíram às ruas no dia 8 de março para denunciar as violações historicamente sofridas pelas mulheres no dito “desenvolvimento” do país, o qual expulsa as mulheres dos seus territórios sem nem uma forma de garantias de direitos.

Em Altamira, as mulheres atingidas por Belo Monte saíram às ruas para denunciar a violência, a reforma da previdência e a retirada de direitos. O ato reuniu cerca de 500 mulheres de diversos bairros da cidade e terminou em frente ao fórum, onde as mulheres “plantaram” cruzes para lembrar das mulheres covardemente assassinadas.

Em Santarém (PA) as mulheres também denunciaram a violência e o assassinato de defensoras de direitos humanos na Amazônia, em um ato protagonizado pelas mulheres indígenas.

Mulheres da região do Tapajós organizam uma série de atividades em Itaituba. O dia 8 foi marcado por uma mobilização em frente à delegacia, em denúncia ao aumento da violência contra a mulher e os casos de feminicídio. As mulheres também fizeram uma plenária na sede do sindicato dos trabalhadores rurais para discutir sobre os temas da reforma da previdência, saúde, entre outros.

E as atividades continuaram: no domingo, dia 10, o coletivo de mulheres do MAB fez uma intervenção na feira de Itaituba para alertar sobre o aumento de casos de feminicídio e a violência contra a mulher. 

“Os atos tiveram uma participação muito positiva das mulheres em todas as regiões e acredito que conseguiram sensibilizar a população para a gravidade da violência contra as mulheres, além de alertar para os riscos que a retirada de direitos, incluindo a reforma da previdência, representam para as mulheres de todo o país”, avalia Lucielle Viana, da coordenação do MAB.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) conta com o apoio da Christian Aid para realizar o trabalho de organização das mulheres, através do projeto “Mulheres defensoras de direitos humanos na Amazônia: construindo alternativas à violência”.

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