MAB expõe arpilleras das atingidas por Belo Monte

Estreou na noite de ontem a exposição “Arpilleras: atingidas por Belo Monte costurando contra a violência”, no barracão do Reassentamento Jatobá, em Altamira (PA). A exposição, organizada pelo Movimento dos […]

Estreou na noite de ontem a exposição “Arpilleras: atingidas por Belo Monte costurando contra a violência”, no barracão do Reassentamento Jatobá, em Altamira (PA).

A exposição, organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), traz 17 peças confeccionadas pelas mulheres de Altamira, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio e Brasil Novo. Nas telas, as mulheres expressam as principais violações de direitos causadas no contexto da construção da hidrelétrica de Belo Monte, como o medo da violência, a falta de políticas públicas, o alto preço da luz, a perda da moradia e do trabalho, entre outros.

As mulheres do MAB vem há alguns anos resgatando  a técnica da arpillería (costura de retalhos sobre juta), desenvolvida pelas mulheres chilenas para denunciarem a ditadura de Augusto Pinochet. “Trazendo para a realidade brasileira, o objetivo é mostrar a contradição da construção de barragens, que promete riqueza e desenvolvimento mas piora a vida do povo, sobretudo das mulheres”, conta Edizângela Barros, da coordenação do MAB no Pará.

Na noite de ontem, também aconteceu a exibição do filme “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência”, produzido pelo MAB. O documentário, que já recebeu um prêmio Sesc, conta a história das dores e lutas das mulheres atingidas de norte a sul do Brasil.

A atividade é parte do projeto “Mulheres atingidas por barragens na Amazônia combatendo a violência”, apoiado pelo Fundo Fale Sem Medo.