Organizações cobram do governo cancelamento das privatizações de usinas e do pré-sal

  Na tarde desta segunda-feira (8), aconteceu em Brasília a reunião da Mesa de Energia entre a governo federal e a Plataforma Operária e Camponesa para a Energia. A Plataforma […]

 

Na tarde desta segunda-feira (8), aconteceu em Brasília a reunião da Mesa de Energia entre a governo federal e a Plataforma Operária e Camponesa para a Energia. A Plataforma é formada por sindicatos dos petroleiros, eletricitários, engenheiros e movimentos sociais, entre as organizações da plataforma estiveram presentes na reunião a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Federação de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), STIU/DF, Senge/RJ, Sinergia/SC, FTIUE/SP e Sindieletro/MG.

A Plataforma cobrou do ministro Gilberto Carvalho e do representante do Ministério de Minas e Energia a soberania nacional sobre a energia e para isso reivindicou o cancelamento dos leilões das usinas hidrelétricas amortizadas que estão retornando para União e o cancelamento dos leilões de petróleo, o fim das terceirizações na energia e a não retirada de direitos dos trabalhadores do setor elétrico. Além disso, as organizações reivindicaram uma política de valorização dos trabalhadores da energia e o direito às populações atingidas pelas usinas.

Para garantir qualidade e tarifas mais baixas na energia, as organizações da plataforma cobraram do governo mudanças na política energética nacional, entre elas maior controle estatal sobre a energia, mudanças do sistema de tarifas, financiamento público para empresas estatais e mudanças no modelo das agências reguladoras, como a Aneel.

Segundo Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do MAB, a Plataforma também solicitou uma reunião com a presidenta Dilma nos próximos dias, onde juntamente com a Federação dos Químicos e a Federação dos Metalúrgico querem apresentar uma plataforma propositiva referente à energia e a indústria, como base para o desenvolvimento do país. A Plataforma também manifestou a importância da reforma política e do plebiscito popular e afirmou que todas as organizações estão empenhadas nas mobilização e organização da paralização nacional da classe trabalhadora que acontece no próximo dia 11 de julho

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