Violência policial reprime protesto em Fortaleza

Na tarde desta quinta-feira (27), durante manifestação pacífica que reuniu cerca de 20 mil pessoas na capital cearense, a polícia iniciou uma forte repressão com balas de borracha, bombas de […]

Na tarde desta quinta-feira (27), durante manifestação pacífica que reuniu cerca de 20 mil pessoas na capital cearense, a polícia iniciou uma forte repressão com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio contra a marcha que seguia em direção ao estádio Castelão.

A manifestação, que contou com a participação de militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, Central de Movimentos Populares, partidos e centrais sindicais, entre outros, se concentrou em frente à Universidade Estadual do Ceará e caminhava em direção ao estádio. Já próximo ao destino, a polícia começou a dispersar e reprimir a população, prendendo 84 pessoas.

Segundo lideranças do MAB, a intenção da manifestação foi chamar atenção para pautas como o alto preço da luz, não privatização da água, melhorias nas áreas da saúde, transporte e educação. “Mas por mais de três horas a polícia nos reprimiu, era uma chuva de bombas e muitas pessoas ficaram feridas, outras ainda estão refugiadas. Não estamos acostumados com tanta agressão, sendo que não queríamos violência”, afirmou um dos dirigentes do Movimento.

Os movimentos sociais presentes repudiam a ação da polícia e pedem que os abusos sejam apurados. “Não deixaremos de fazer manifestações em defesa de demandas da população. Queremos e estamos sim construindo lutas unitárias para mudanças das estruturas injustas da nossa sociedade e violências policiais não serão admitidas”, afirmam lideranças.

Foto: Andre Teixeira/G1

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| Publicado 21/12/2023 por Coletivo de Comunicação MAB PI

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