A Igreja Votiva, na capital austríaca, acolhe a última etapa da exposição que já passou por Salzburg e Innsbruck
Célia Barros apresenta como o bordado coletivo das mulheres atingidas por barragens tece denúncias e cria uma linguagem de resistência que o mercado não pode silenciar
Companheiros do Movimento dos Atingidos por Barragens participaram de diversas atividades em Viena, Innsbruck e Salzburgo, debatendo e denunciando a situação brasileira e buscando parcerias
Da seca extrema da Amazônia às enchentes no Sul, as 15 peças evidenciam a denúncia e a resistência das atingidas aos extremos do clima
Em Belém, exposição de Arpilleras – criadas por militantes do MAB de todo o Brasil – recebeu a visita de milhares de pessoas que acompanharam a Cúpula dos Povos e também de parte das próprias artistas, que puderam ver a reação do público diante das obras
A artista Hilda Souto escreve sobre as arpilleras das atingidas do Brasil e destaca que “ao bordar juntas, essas mulheres produzem um corpo coletivo de resistência, uma comunidade estética e política que se reconhece na dor, mas também na potência da criação”
No total, 15 peças produzidas pelas atingidas do Brasil integram a mostra que passará por quatro cidades austríacas até abril de 2026
Atingidas de todo o Rio Grande do Sul estão representadas na exposição “Arpilleras – Bordando Luta e Resistência”, que reúne obras sobre as enchentes que assolaram o Estado em setembro de 2023 e maio de 2024