Organizações presentes na Cúpula dos Povos reconheceram a criação do Movimento Internacional de Atingidos como passo decisivo para fortalecer a resistência global diante dos desastres ambientais e da crise climática
Encerramento da Cúpula dos Povos destaca denúncias, números recordes de participação e a construção coletiva de uma agenda internacional de luta por justiça climática e transição energética justa
Em Belém, sindicalistas, camponeses, atingidos e pesquisadores lançam propostas para uma transição energética popular, soberana e anticolonial; energia como direito e não mercadoria
Com relatos sobre as semelhanças das experiências, atingidos da África, Ásia, Oceania, Europa e América Latina oficializaram uma articulação global para enfrentar barragens, mineração e os impactos desiguais da crise climática em Belém
O IV Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e Crise Climática, em Belém, marcou a fundação de um movimento global que pretende fortalecer lutas locais e articular ações conjuntas em todos os continentes em defesa da água, da energia e dos direitos humanos
De Moçambique ao Brasil, Erika narra como a destruição tem passaporte global e a resistência também precisa ter
Na Cúpula dos Povos, o MAB defende que as soluções para a crise climática passam pela organização coletiva, pelos saberes dos territórios e pelo protagonismo feminino nas decisões políticas
Luiz Dalla Costa, da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens e um dos fundadores do MAB, conta como as injustiças no Brasil e o espírito internacionalista dos anos 1980 formaram as bases de um movimento latino-americano de atingidos por barragens, com desejo de expandir a organização para todos os continentes