Saúde popular é um direito
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Título da Arpillera
Saúde popular é um direito
Descrição
Maria morou na ilha durante 48 anos, até ser expulsa por causa da barragem, junto com outras 120 pessoas. Sente falta da saúde do campo ligada ao modo de vida tradicional da roça: “Lá a farmácia era do campo, era fazer um chá, utilizava a goma da mandioca pra diarreia, cortava aquela água da bananeira, colocava em cima do cortado e estancava o sangue. Fazia um gesso com talo de buriti quando quebrava um braço, dessa forma ia se medicando. A alimentação era totalmente diferente, não comia nada enlatado, não comia nada de química, plantava sua horta e tirava tudo dali, também o seu sustento, lá não existia negócio de malária, de dengue, não sabia nem o que era câncer, dessas coisas (...) Nós fomos enganados, pois disseram que com a barragem haveria melhorias de vida para os moradores e para o Brasil, mas não foi verdade, pois nos postos de saúde da cidade não tem atendimento, nem medicamentos para todos, muito menos espaços adequados e de qualidade”.
Eixo - Tema
Acesso a direitos básicos/políticas públicas | Impactos psicológicos | Relação com a terra | Vínculos comunitários e familiares
Data
setembro 1, 2014
Autoras
Mulheres atingidas do Acampamento Ilha Verde (Babaçulândia), Tocantis
Fotógrafo/a
Vinicius Denadai
Localização
Secretaria Nacional
Dimensões
64x60cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
