Mulheres atingidas de São Miguel Paulista – SP
Documento
Metadados
Título da Arpillera
Mulheres atingidas de São Miguel Paulista - SP
Descrição
Esta arpilleira documenta e denuncia os severos apagões que paralisaram o estado de São Paulo por mais de 72 horas, retratando o desespero de milhares de famílias e comerciantes que amargaram prejuízos com alimentos estragados, eletrodomésticos queimados e portas fechadas à luz de velas. A arpillera retrata uma crítica histórica e estrutural ao modelo de privatização do setor elétrico paulista, apontando que a transferência da distribuição para a iniciativa privada ( hoje sob controle da multinacional Enel) resultou na demissão de funcionários, no desmonte das equipes de campo e na negligência com a manutenção preventiva da rede. Ao expor a ironia cruel das contas de luz que continuam chegando mesmo na escuridão, a peça responsabiliza diretamente o poder público por mercantilizar um serviço essencial e falhar na fiscalização, cravando a dura mensagem de que a desestatização transformou o acesso à energia em um privilégio em vez de um direito garantido para todos.
Eixo - Tema
Acesso a direitos básicos/políticas públicas | Acesso a direitos básicos/políticas públicas > Energia
Data
maio 26, 2026
Autoras
Mulheres atingidas de São Miguel Paulista - SP
Cartinha
Esta arpilleira representa episódio marcante de apagões no estado de São Paulo. Milhares de famílias ficaram sem luz e água, causando muitos danos ao comércio e serviços, acumulando perda em faturamento, além de prejuízos materiais, como perda de estoque e eletrodomésticos queimados.
Alimentos estragaram pela falta de refrigeração e os moradores enfrentaram transtorno no trabalho e no lazer, sem sinal de internet e com aparelhos descarregados. A rotina diária foi paralisada por 72 horas; algumas regiões ficaram ainda mais horas sem energia.
Após a privatização, atribuíram o caos vivido à empresa Enel por falta de prevenção e manutenção da rede, cortaram custos com a redução de pessoas e pioraram o atendimento à população, mas, mesmo sem energia, a conta chegou, enquanto todos usavam vela e jogavam seus alimentos no lixo, e comércio e restaurantes fechados. Tudo isso é culpa do poder público, por privatizar.
Hoje não tem garantia de luz para todos.
Fotógrafo/a
Joao Montoza e Tamires Pinheiro
Localização
Secretaria Nacional do MAB - SP
Dimensões
57 cm X 50 cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
