Enchente em União de Vila Nova
Documento
Metadados
Título da Arpillera
Enchente em União de Vila Nova
Descrição
Essa arpillera denuncia o crime que a comunidade de União Vila Nova, conhecida como Pantanal, vem sofrendo. Na região, existe a barragem da Penha, que quando chove, suas comportas são fechadas e, como consequência, quem vive ao seu redor, fica submerso a água, perdendo seus bens materiais, seu lar, sua dignidade. Além disso, muitos desenvolvem problemas de pele e contraem doenças devido ao contato com a água contaminada, como é o caso de um menino de 14 anos que veio a falecer de leptospirose. Neste ano, 2025, com os eventos extremos da crise climática, as chuvas e a enchente se intensificaram no local, fazendo com que a água atingisse mais pessoas. A população se encontrou em plena madrugada, em cima do telhado, tentando salvar suas coisas e sua vida. A situação foi tão grave, que a defesa civil não tinha suporte o suficiente para socorrer todos, restando apenas esperar a água baixar. A comunidade não aguenta mais o descaso e o abandono da região.
Eixo - Tema
Data
março 18, 2025
Autoras
Mulheres Atingidas de União Vila Nova - SP
Cartinha
A Arpillera representa a denúncia das violações que sofremos. Moramos no bairro União de Vila Nova, na zona leste da capital paulista, conhecido como Pantanal. Temos sérios problemas na região por conta das enchentes. Um dos motivos que acarreta um maior volume de água, durante as chuvas, em nosso bairro é a barragem da Penha, pois quando chove muito na cabeceira do Rio Tietê as comportas da barragem são fechadas e a região de União de Vila Nova fica submersa, a água entra nas casas destruindo os móveis, alimentos, eletrodomésticos e documentos. Á agua em contato com o esgoto e sujeiras fica contaminada o que acarreta infecções de pele na população, leptospirose e diarreias.
No dia 01 de fevereiro de 2025 sofremos uma das maiores enchentes dos últimos anos, a água entrou em casas onde nunca tinha entrado. Muitas casas ficaram totalmente alagadas e as pessoas que não conseguiram sair ficaram ilhadas aclamando por ajudas.
Muitas famílias recorreram pedindo ajuda para a defesa civil, mas era tantas pessoas necessitando que a defesa civil local não teve suporte o suficiente para atendimento ás pessoas. O bote da defesa civil chegava às casas para socorrer as pessoas 3 a 5 horas depois do chamado, retiravam as pessoas do local alagado, porem as largavam em locais sem suportes de água, alimentação e alojamento, pois a subprefeitura local e outros órgãos de Estado não tem preparação adequada para atender a população com dignidade.
A água baixou só no dia seguinte no final da tarde, onde nos demos conta do estrago que a enchente causou, muitos móveis estragou e foram jogados fora pela população, as ruas ficaram cheias de lixo, de lama e com um cheiro horrível.
Não sabemos até quando vamos viver assim, no descaso e no abandono por parte do Estado.
Fotógrafo/a
Pedro Salvador
Localização
Seretaria Nacional
Dimensões
61x51 cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
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Projeto Pantanal
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Projeto Pantanal (1)
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Projeto Pantanal (1) (1)
