O relatório publicado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) apoiado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) aponta um aumento nas ocorrências de exploração infantil, prostituição, cárcere privado e tráfico de pessoas, ligado ao crescimento da cidade após a chegada da UHE Belo Monte em 2012. O relatório aponta inclusive casos recorrentes de exploração sexual entre os povos tradicionais e indígenas. Segundo o coordenador da pesquisa “ essa rede de exploração foi criada por conta da obra e segue a lógica do mercado.” A arpillera narra como uma menina de 16 anos conseguiu fugir da Boate Xingu em 2013, e de denunciar que vivia sob cárcere privado e exploração sexual. “Muitas vezes uma mesma mulher recebe vários homens numa noite, por isso representamos uma fila, que também remete à disciplina rígida à qual os operários são submetidos”. O Hotel Barrageiro representa uma das casas alugada pelos operários onde recebem prostitutas, fica perto da escola, fazendo da prostituição algo integrado ao cotidiano da cidade.