Barragem Não!
Documento
Metadados
Título da Arpillera
Barragem Não!
Descrição
A arpillera representa dois lados, de um lado com a chegada da barragem como ficará a vida da comunidade indígena. O rio poluído sem muitos peixes para pescar, a comunidade destruída depois de alguns moradores terem ido embora ou até mesmo terem morrido. A obra trará com ela o inchaço populacional, gerando para a cidade uma verdadeira desordem. O outro lado representa a vida como é na comunidade, os moradores tendo seu contato direto com o rio, as mulheres podendo lavar louça e a roupa sem preocupação, a natureza sendo respeitada, os animais vivendo livre em perfeito equilíbrio com a comunidade.
A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, estabelece o direito dos povos indígenas à consulta e consentimento livre, prévio e informado sobre qualquer empreendimento que possa vir a ter consequências sobre seus territórios e meios de vida. No caso da UHE São Luiz do Tapajós, para o povo Munduruku, este direito está sendo sistematicamente violado. Confeccionada por mulheres da etnia Munduruku, determinadas a continuar firmes na luta pelos seus direitos, esta arpillera “mostra a nossa indignação sobre a barragem e a destruição da nossa floresta e rios, e principalmente nossa cultura indígena que será ameaçada (...) e é por isso que o povo Munduruku (mulheres) estamos em luta contra a barragem”.
Eixo - Tema
Impactos psicológicos | Relação com a terra | Relação com as empresas | Vínculos comunitários e familiares
Data
junho 1, 2015
Autoras
Mulheres indígenas da Aldeia Praia do Índio em Itaituba (Pará)
Fotógrafo/a
Vinicius Denadai
Localização
Secretaria Nacional
Dimensões
59x41cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
-
Arpillera Barragem Não_Foto
