Moradia não é mercadoria
Documento
Metadados
Título da Arpillera
Moradia não é mercadoria
Descrição
Esta arpillera relata a situação das mulheres de São Sebastião realocadas para os conjuntos habitacionais da CDHU, em Jaraguá e Baleia Verde, após a tragédia de 2023 e remoções de áreas de risco. A obra expõe como a política habitacional gerou endividamento e precariedade, forçando as famílias a escolher entre a alimentação e o pagamento das casas, cujos valores de quitação sofreram aumentos drásticos. Ela denuncia as ameaças de despejo, a retenção formal de contratos, a aplicação de multas e a incapacidade dos moradores de arcar com os custos básicos de condomínio e energia. A peça também evidencia a ausência de acesso a emprego e serviços de saúde na região, configurando um cenário de descaso do poder público e violação sistemática de direitos.
Eixo - Tema
Data
maio 1, 2026
Autoras
Mulheres atingidas de São Sebastião - SP
Cartinha
Nós, mulheres de São Sebastião, que moramos nos conjuntos habitacionais da CDHU, algumas vieram da tragédia de 2023 e outras por morarem em áreas de risco, estamos sendo empurradas para a precariedade e endividamento.
Na CDHU de Jaraguá, costa norte, o valor da quitação das casas aumentou um absurdo. Não estamos dando conta de pagar e estamos sendo ameaçados de despejos. Estamos escolhendo pagar a quitação e não ter comida.
Na CDHU da Baleia Verde, ainda não recebemos os contratos e vivem enchendo a gente de multa por diversos motivos, ameaçando a gente de não conseguir o contrato. Não estamos conseguindo pagar o condomínio, a energia e a alimentação; não tem emprego e não tem saúde.
Somente descaso e violação de direitos.
Fotógrafo/a
Joao Montoza e Tamires Pinheiro
Localização
Secretaria Nacional do MAB - SP
Dimensões
61 cm x 43 cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
