O atual modelo energético brasileiro, que segue lógica: energia = mercadoria, visa obter o máximo de lucros para as empresas. Quem paga a conta são as famílias brasileiras, hoje, a sexta tarifa mais cara do mundo, sendo que a maior parte da energia elétrica produzida no Brasil é hídrica, a mais barata de produzir. As empresas privatizam o rio, transformando-o em lago, para produzir energia, privando as famílias do acesso. Os direitos das populações atingidas são vistos como custos a serem reduzidos, quando são indenizadas, reconhecem no homem o direito de proprietário, invisibilizando o trabalho da mulher. De outro lado, as mulheres organizadas fazem a luta pelos direitos de toda a família, e mesmo com a repressão da policia seguem firmes na luta popular. As linhas de transmissão de energia que cortam as terras lembram constantemente a angustia dos atingidos, que por muitas vezes se sentem enforcados pela barragem, afogados por este modelo energético. O sol representa a esperança da luta do MAB.