Justiça nega habeas corpus a acusado de mandar matar Dilma Ferreira

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (22), data em que o crime completa dois anos

O desembargador Rômulo Nunes, do Tribunal de Justiça do Pará, negou nesta segunda-feira (22) o pedido de liminar do sexto habeas corpus feito pela defesa do fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho, o “Fernandinho”, acusado de ser o mandante do assassinato de Dilma Ferreira, liderança do Movimento dos Atingidos por Barragens, e mais cinco pessoas, no crime que ficou conhecido como “Chacina de Baião”.

A decisão foi publicada neste dia 22 de março, na data em que o crime completa dois anos. Dilma foi assassinada por pistoleiros dentro de sua casa, no assentamento Salvador Allende, município de Baião (PA).  Também foram assassinados na ocasião Claudionor Costa da Silva, e Hilton Lopes, um amigo que estava no local.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPPA), Fernandinho possuía uma fazenda vizinha ao assentamento e estava em conflito com os moradores. Ele pretendia, segundo as investigações, construir uma pista de pouso clandestina para o tráfico de drogas, utilizando uma estrada que dava acesso ao assentamento.

Na véspera do assassinato de Dilma, Fernandinho também teria encomendado a morte de outros três trabalhadores de sua fazenda, Raimundo Jesus Ferreira, Marlete da Silva Oliveira e Venilson da Silva Santos. Eles haviam feito reclamações sobre as condições de trabalho degradantes a que estavam submetidos.

De acordo com a denúncia do MPPA, Fernandinho pretendia incriminar os moradores do assentamento pelo crime, mas o plano falhou.

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