No Rio de Janeiro, Seminário Nacional da Energia discute projeto energético popular

Fotos: Diego Villamarin Entidades nacionais e internacionais se reúnem para construir os próximos passos da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia Desde a manhã desta quinta feira (21), mais […]

Fotos: Diego Villamarin

Entidades nacionais e internacionais se reúnem para construir os próximos passos da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia

Desde a manhã desta quinta feira (21), mais trinta sindicatos, federações, confederações e movimentos sociais de diversos estados brasileiros, além de trabalhadores da energia e atingidos por barragens de alguns países da América Latina, estão reunidos em Santa Tereza no Rio de Janeiro (RJ), para o II Seminário Nacional da Energia, Educação e Indústria no Brasil.

Organizado pela Plataforma Operária e Camponesa para a Energia, o seminário nacional pretende discutir junto às organizações de trabalhadores os rumos do petróleo brasileiro e sua importância para o futuro da educação e da indústria, atualizando o debate sobre o atual modelo energético e buscar uma pauta comum que balize as ações para os próximos anos.

De acordo com Gilberto Cervinski da coordenação nacional do MAB, o seminário é uma continuidade de um processo de articulação nacional em torno das questões da energia, em defesa da Petrobrás e do petróleo brasileiro, por mudanças no modelo elétrico, com o uso dos recursos destes setores, em especial para a Educação, Direitos e Desenvolvimento Industrial no país, além da maior geração de empregos e distribuição de renda possível ao povo brasileiro.

“A partir do acúmulo de ações conjuntas realizadas nos Estados desde então, como a luta pela renovação das concessões das hidrelétricas estatais e as mobilizações em defesa do petróleo brasileiro, o seminário busca aproximar os trabalhadores do campo e da cidade a fim de se construir posições para contrapor o modelo energético em vigor”.

Para Cervinski, o capital internacional pretende aplicar na Petrobrás a mesma política realizada nos anos noventa com o setor elétrico. “O futuro neoliberal do petróleo é a atualidade do setor elétrico. Atualmente, o setor elétrico brasileiro é um centro de especulação, muito parecido com um paraíso fiscal”, comparou.

O Seminário segue até amanhã (22), com análises sobre a conjuntura e apontamentos de mobilizações unitárias para o próximo período. 

Conteúdos relacionados
| Publicado 03/07/2020 por Movimento dos Atingidos por Barragens

Trabalhadores conquistam continuidade na isenção da Tarifa Social de Energia

Governo Federal anuncia a prorrogação da Medida Provisória 950/20 por mais 60 dias

| Publicado 11/06/2020

Atingidos distribuem mais de 500 cestas básicas no Amapá



O MAB no Amapá vem organizando as comunidades atingidas e lutando por reconhecimento de direitos e compensações, pelas mortes de peixes consequências dos empreendimentos hidrelétricos no rio Araguari, no município de Ferreira Gomes

| Publicado 11/06/2020

Lutar não é crime: atingidos e atingidas em defesa dos direitos humanos!

Decisão obtida pela Vale determina proibição de manifestações nas vias de acesso à Brumadinho