Organizações mineiras preparam Plebiscito Popular para baixar o preço da luz e do ICMS

No último sábado (9) mais de 150 militantes que vieram de 37 municípios do estado de Minas Gerais, representando 48 organizações participaram do Seminário de Articulação dos Movimentos Sociais: Rumo […]

No último sábado (9) mais de 150 militantes que vieram de 37 municípios do estado de Minas Gerais, representando 48 organizações participaram do Seminário de Articulação dos Movimentos Sociais: Rumo ao Plebiscito Popular 2013, que aconteceu na capital mineira, Belo Horizonte.

Os participantes são representantes de organizações do campo e da cidade, entre eles eletricitários, atingidos por barragens, professores, sem terras, estudantes, jovens do Levante Popular da Juventude, sindicatos, entre outros. O tema principal foi o processo a ser construído para o Plebiscito Popular que discutirá vários temas de interesse da população geral, entre eles o alto preço da energia elétrica em Minas Gerais, um dos estados do país onde a tarifa é mais alta. O Plebiscito está marcado para acontecer no mês de outubro deste ano.

O que as lideranças querem para este momento é tornar público o debate sobre a energia o os altos impostos, principalmente o ICMS. “Este tema está na conjuntura e o povo saiu indignado com as informações que levantamos no seminário. Existe uma carência muito grande de informações sobre este tema na sociedade”, refletiu Soniamara Maranho, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

O que anima, segundo ela, é a potencialidade de associar o debate da energia com toda a cadeia produtiva em Minas, envolvendo os trabalhadores do setor elétrico, os atingidos por barragens, os operários das indústrias e a população em geral. “Todos nós temos um alto custo de vida em virtude dos desmandos do governo do PSDB no estado, e este plebiscito possibilitará fazermos um amplo debate com a população, alertando principalmente que este governo de direita não leva em conta os interesses do povo ao não querer a renovação das concessões do setor elétrico e cobrar um imposto tão caro”, constatou.

Um dos encaminhamentos deste primeiro espaço de preparação para o Plebiscito é que os militantes organizem os comitês em todos os municípios do estado. Além do tema da energia, outros temas também são urgentes para a discussão, entre eles o debate sobre a privatização da água e o transporte público.

Unidade das organizações sociais

“Sem dúvida foi um momento importante para a construção de um projeto alternativo ao neoliberalismo em Minas. Reforçamos a construção de uma plataforma com a participação dos principais movimentos sociais e sindicais e das organizações populares do estado”, afirmou Soniamara.

A unidade dos movimentos sociais em Minas Gerais é antiga e já rendeu vários frutos. A campanha o Preço da luz é um roubo, que foi realizada por um conjunto de organizações que integram a Assembleia Popular, deu um impulso bastante importante para a unidade das organizações no estado. Por esta luta houve a redução de 17 % de desconto da tarifa. Além disso, foram realizados os encontros dos movimentos sociais de Minas Gerais, que alavancou uma série de lutas, entre elas o fortalecimento da greve dos professores estaduais, em 2012.

“Nossa articulação é fundamental para que consigamos enfrentar o projeto liberal conservador. Um dos eixos do Projeto Popular para Minas passa pelo nosso desejo de maior participação popular. Acreditamos que o povo precisa ser consultado sobre os assuntos de seu interesse”, finaliza a liderança do MAB.

Mas mais importante que o resultado do plebiscito é todo o processo de preparação, que envolve debates junto ao povo, formação política de militantes e mobilização de diversos setores. Até outubro as organizações conclamam a todos para organizar os comitês em todos os municípios, escolas, igrejas e em todos os espaços possíveis.

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