Águas do São Francisco
Documento
Metadados
Título da Arpillera
Águas do São Francisco
Descrição
Na peça “Águas do São Francisco” bordamos a apropriação das águas pelos grandes detentores do dinheiro e da ganância, os maiores responsáveis pela intensificação da crise climática. Em busca do lucro, eles matam as águas que nós gritamos que são para vida e poluem o rio que
banha nossa história. Mas as águas que eles usufruem é limpa, a rua que eles moram possui saneamento básico e todas as consequências geradas pelos donos do dinheiro, nós atingidas e atingidos quem sofremos. Denunciamos, nesta Arpillera, a mercantilização das águas e entoamos que elas são para vida e não para a morte.
Data
agosto 24, 2024
Autoras
Mulheres Atingidas do Bairro Angari, Juazeiro (BA)
Cartinha
No dia 24 de agosto de 2024, nós, mulheres atingidas, nos reunimos na Colônia de Pescadores no bairro Angari em Juazeiro da Bahia. Ao longo da reunião, após ouvir o relato de todas as presentes, conseguimos fazer uma relação em como nós somos atingidas por barragens de diferentes maneiras, seja de forma direta ou não. Entre as consequências disso, estão os altos custos de água e energia que pagamos, além do apagamento histórico que gera em torno da vida de inúmeras pessoas, sobretudo, mulheres.
Nesse processo, criamos em conjunto uma arpillera, a qual atribuímos um significado correspondente aos temas debatidos anteriormente. Optamos por pautar a desigualdade social, mais especificamente a falta de acesso que algumas pessoas têm ao saneamento básico.
Na arpillera podemos identificar um rio ao meio, cuja parte de cima está poluída e a de baixo limpa. A parte de cima corresponde ao proletariado, às pessoas que são atingidas por barragens diretamente e que sofrem diariamente as consequências disso. Em contraste, na parte de baixo colocamos a parte privilegiada da história, as pessoas que fazem por onde ainda existir esse tipo de desigualdade e que usufruem de privilégios em cima daqueles que sofrem diariamente . No rio, vários peixes estão mortos, sobretudo na parte de cima para representar que essa problemática atinge também a fauna e a flora brasileira. Na parte direita vemos também uma representação da burguesia do lado de um cano de esgoto poluindo o rio.
Por fim, esperamos que com nossa arpillera, nós possamos conscientizar os demais dessas problemáticas que são mais que reais e que atingem a todos diariamente.
Fotógrafo/a
Iandria Ferreira
Localização
Secretaria Estadual do MAB da BA
Dimensões
72 cm x 52 cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
MAB fortalece organização popular e a luta das comunidades atingidas no Baixo Tocantins
MAB fortalece construção das Brigadas de Agitação e Propaganda no Pará
