Atingidos do Baixo Iguaçu conquistam 1º reassentamento

Após cinco anos de muita luta e mobilização  famílias dos municípios de Capanema e Realeza, Planalto que atendem a margem esquerda do Rio Iguaçu, conquistaram o direito de reassentamento.   Nesta […]

Após cinco anos de muita luta e mobilização  famílias dos municípios de Capanema e Realeza, Planalto que atendem a margem esquerda do Rio Iguaçu, conquistaram o direito de reassentamento.

 

Nesta sexta (09/03) houve a assinatura do termo de opção individual das famílias que já estão enquadradas para a definitiva ocupação da área.

Da margem direita que corresponde ao município de Capitão Leônidas Marques, já foi reconhecido o direito das famílias, no entanto ainda falta a cumprimento pela empresa da aquisição das áreas aprovadas ainda em 2017.

“O reassentamento é a melhor forma de reparo no impacto que as famílias tem por um deslocamento forçado trazido por um usina hidrelétrica”, diz Sidinei Martini atingido pela UHE Baixo Iguaçu do município de Capanema e da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Histórico

Baixo Iguaçu é mais um caso exemplar do casamento entre o capital transnacional e o estado brasileiro, responsável por um passivo de aproximadamente 700 mil atingidos que não receberam nenhum tipo de indenização.

Para o membro da coordenação nacional do MAB, Robson Formica, Baixo Iguaçu “está na iminência de uma tragédia social”, já que “é evidente e notório que a postura da empresa, a postura dos negociadores da empresa, levará ao conjunto dessas mais de 500 famílias que serão atingidas a piorar sua condição econômica”.

A Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, localizada no sudoeste do Paraná, é controlada pelo Consórcio Geração Céu Azul, formado pela Neoenergia (70%) e Copel (30%). A construção da barragem, iniciada há cerca de três meses, não veio acompanhada da garantia de direitos das populações atingidas. No Brasil, a Neoenergia é subisidiária da Iberdrola.

Diversas famílias ficaram fora do cadastramento, não houve um processo de consulta, as indenizações oferecidas são muito inferiores ao preço de mercado e nenhum programa previsto no Plano Básico Ambiental foi realizado. O caso mais grave é das 11 famílias que permanecem no polígono da obra, vivendo em um verdadeiro cárcere privado. Ao lado de suas casas acontece derrubada de árvores, detonações e outros trabalhos nas 24 horas do dia.

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