MAB ocupa a CEPISA/ELETROBRAS, em Teresina

De 8 a 14 de março acontece a jornada nacional de lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens. A jornada é em defesa das pautas nacionais e específicas dos atingidos […]

De 8 a 14 de março acontece a jornada nacional de lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens. A jornada é em defesa das pautas nacionais e específicas dos atingidos por barragens e por mudanças no atual modelo energético.

Em Teresina, por volta das 7h da manhã de hoje (13), cerca de 200 pessoas ocuparam a sede da CESPISA/ELETROBRAS para reivindicar a melhoria no acesso e qualidade da energia elétrica na região. Atualmente, o sistema de distribuição de energia no Piauí é um dos piores serviços do Brasil.

Entre outros pontos, os manifestantes reivindicam o cancelamento imediato de todos os aumentos na conta de luz do povo brasileiro. Nos dois estados, Piauí e Maranhão, os aumentos ultrapassam 25% em todas as contas de luz. No Piauí, soma-se um reajuste de 27,7% e no Maranhão chega a ser maior ainda, cerca de 34,40%.  “O que vemos é que não há um investimento contínuo e proporcional à demanda de consumidores nos dois estados”, disse Evanilson Maia, do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Tanto nas comunidades do Maranhão como no Piauí, há relatos de que o sistema de distribuição de energia elétrica é vergonhoso, altamente precário e não atende a população de forma digna e responsável. “Os moradores contam que quando falta energia nas comunidades passa de três a sete dias sem ter acesso à energia. Há casos em que, na própria cidade, como Palmeirais, não é possível sequer assistir televisão a noite devido à má qualidade no acesso à energia elétrica”, dizem as lideranças.

“Para nós, do Movimento dos Atingidos por Barragens, a reivindicação na melhoria da distribuição da energia aqui na bacia do Rio Parnaíba é um dos pontos centrais que nos permite questionar o atual modelo energético brasileiro e lutar pela construção de um sistema energético que esteja a serviço da soberania popular. A nossa pergunta têm sido para quê e para quem serve, de fato, a energia, bem como a construção dos grandes projetos: barragens e usinas hidrelétricas na sociedade capitalista?”, questiona Evanilson.

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