Os extremos da crise climática

As drásticas enchentes no Rio Grande do Sul e a severa seca na Amazônia, em 2023 e 2024, evidenciaram ao Movimento dos Atingidos por Barragens a necessidade de ampliar sua atuação. Diante dos eventos extremos agravados pela crise climática, o MAB intensificou sua ação junto às vítimas desses novos desastres socioambientais e aprofundou o debate sobre as mudanças do clima.

No Rio Grande do Sul, apenas a enchente de maio de 2024 deixou um rastro de 178 mortes e afetou mais de dois milhões de pessoas em 478 municípios. No Norte do país, a seca em 2023 tornou extensos trechos dos rios Amazonas e Negro totalmente inavegáveis, isolando comunidades inteiras e deixando populações ribeirinhas sem acesso a água potável e alimentos.

Esse cenário, que se agrava a cada ano, exige respostas imediatas e efetivas dos governos. Hoje, os atingidos organizam-se na luta por reconhecimento, por reparação integral dos danos e pela implementação de políticas permanentes de prevenção e ação diante de eventos climáticos extremos — com atenção prioritária às populações em situação de maior vulnerabilidade.



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